Rebeldia

Enquanto o esquadro delineava retas, eu trazia o metrónomo no pulso. 

Diante do exame, a minha caneta repousava sobre a palidez da folha de teste, qual pauta para a minha contestação. A heráldica profetizara o meu abismo, cega face aos dezoito valores que me blindavam. 

O meu objetivo? Ter zero e vencer-lhe o logro.

O relógio marcava o tempo; ao primeiro toque de saída, a sensatez: ela não merecia a minha submissão. Agarrei na caneta; dela arranquei os quatro valores às quatro perguntas que ainda consegui responder. 

Ela queria reprovar-me, eu provar-lhe. 

A estupidez foi o meu manifesto.

Resultou.

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