O mármore erguia-se sobre a estrutura que suportava o peso monumental do santuário.

Amália limpava o altar, ciente de que a abóbada dependia do quão imaculado se apresentava aquele espaço. Já Matilde, a arquiteta, observava o ponto exato onde a gravidade se fixava, certa de que qualquer desalinhamento naquele alicerce faria ruir a estrutura inteira. 

Quando os olhos de ambas pousaram nos dois pilares que sustentavam tudo, entenderam: o osso e a cal não podem (nem devem) disputar a primazia da integridade; pois o prumo geométrico carece do pano que o limpa; a matéria, do rigor que a ancora. 

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