Sangue
O motor de duralumínio falhava na penumbra da oficina. Lucas limpou o suor que lhe escorria pela testa, sentindo o pulso acelerar. Ao seu lado, Inês segurava a lanterna.
— Agora — sussurrou ela.
Lucas pressionou o êmbolo principal. O fluido impulsionado pela bomba central correu veloz pelas tubagens de cobre. Subiu violentamente até aos purificadores superiores, onde o oxigénio puro se misturou na corrente, renovando a energia do sistema. O circuito metálico fechou-se num murmúrio pneumático quando o líquido regressou ao núcleo, reiniciando o ciclo.
— Em que posso ser útil? — perguntou o robot.
— Conseguimos! — Exclamaram Lucas e Inês, em uníssono.
