O amor
Questiono-me se o amor não será a única prova evidente de que Deus existe.
Mesmo quando o mundo se vê a ruir, quando a violência se apodera da vulnerabilidade humana, e até mesmo quando a esperança acaba (não, esta não é a última a morrer) — resta-nos, somente, o amor. —
— O sorriso que se quer disfarçar, o cheiro que representa a nossa casa, o toque que acalma as feridas da nossa alma (todos as temos).
Custa-me crer que o mesmo ser que é capaz de amar, é também capaz de matar — excepto, claro, em defesa de si ou dos que ama (note-se que a maior prova de amor que podemos dar aos outros é amar-nos a nós próprios).
Se é utópico pensar que se todos fôssemos capazes de amar deixaria de haver guerras, então não sei que mais andamos cá a fazer…
